Belo Horizonte, MG 14.07.2025
Eu não sei como começar a escrever sobre isso.
Mas sei que preciso desabafar de uma forma que eu já fiz no passado... escrevendo.
No dia 12.06.2025 minha mãe começou a passar mau e achou que seria uma pneumonia! Não era, ela que havia tido um pré-infarto, infartou de vez. Não parece ter sido uma partida dolorida, ela deitou-se para descansar e descansou eternamente.
Eu com toda a minha "sabedoria" e "comprometimento" acredito que poderia ter ficado mais tempo com ela aquela noite. Eu já estava saindo do emprego! Eu não devia ter mais nenhum compromisso com eles... mas eu quis "sair deixando a porta aberta" e incrivelmente a porta que eu queria aberta era a lembrança de ter tido tempo com a minha mae por mais que 20 minutos.
Eu a deixei no quarto, despedi-me dela com os dizeres "dorme bem!" Cobri sua perna pois estava uma noite fria, fechei a porta do quarto para lhe dar privacidade. Fechei uma porta que quando eu a abri novamente as 6h30 do dia 13, uma sexta-feira treze, eu descobri que todos os meus planos e desejos foram embora, que eu não poderia mais ter uma vida com ela. Quando abri a porta eu soube que quem mais me amou no mundo foi-se. Restou me as poucas memórias boas que construímos juntas, após anos de muitas tribulações no nosso relacionamento.
Quando eu abri aquela porta eu senti que todos os meus esforços para dar uma boa vida a ela tornara-se em vãos! Que toda ascenção financeira que tive, com base em muito trabalho, esforço, humilhação foi tudo em vão, quando abri aquela porta o que senti foi um completo NADA. Um vazio estarrecedor, um vazio que pelo jeito eu jamais irei preencher novamente.
Hoje faz um mês e um dia, faz um mês e um dia que estou tentando ressignificar tudo!
Mas ainda me pergunto se conseguirei